Lóssio acerta: homicídios caíram em Petrolina na época em que ele foi prefeito

Entre 2009 e 2016, taxa de assassinatos diminuiu de 48,05 para 34,80 por cada 100 mil habitantes na maior cidade do Sertão pernambucano

Segurança Pública em Pernambuco Segurança Pública

Raíssa Ebrahim
3 minutos

“Nós conseguimos uma redução (da violência em Petrolina)” – Júlio Lóssio (REDE) em entrevista na Rádio Cultura do Nordeste,  em Caruaru (PE), em 10 de agosto

Durante a entrevista, ao ser questionado sobre a violência em Petrolina, cidade do Sertão pernambucano onde foi prefeito por dois mandatos consecutivos (2009 a 2016) pelo PMDB, Lóssio afirmou as ocorrências diminuíram na cidade. Consultada pelo Truco nos Estados – projeto de fact-checking da Agência Pública, feito em Pernambuco em parceria com a Marco Zero Conteúdo –  a assessoria de imprensa do candidato esclareceu que Lóssio se referiu à diminuição da taxa de homicídio em Petrolina “quando o Pacto pela Vida estava indo bem”, isto é, até 2013. Depois disso, os índices começam a subir até explodirem em 2017 no estado.

A fonte usada por Lóssio, segundo a equipe de campanha, foi o blog do Geraldo José, que se baseia em dados fornecido pelo 5º BPM (Batalhão da Polícia Militar), sediado em Petrolina, e apresenta um gráfico com as variações da taxa de homicídios na cidade entre 2006 e 2013.  A equipe do Truco confrontou os dados citados pelo candidato com as estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS) e verificou que a afirmação está correta. De fato, houve uma redução da violência em Petrolina no período destacado por Lóssio e também no final de seu segundo mandato. Por isso, o Truco nos Estados atribuiu o selo “Verdadeiro”.

Algumas observações, porém, precisam ser feitas para um melhor entendimento do comportamento dos dados de violência nos oito anos em que Lóssio esteve à frente da Prefeitura de Petrolina.  Isto porque, apesar da queda dos dois primeiros anos do mandato (quando a taxa chegou a 30,60 por 100 mil habitantes), os anos seguintes, até 2013, oscilaram com viés de crescimento. Destaque para 2015, quando o CVLI subiu para 39,8 por 100 mil habitantes.

 

Além disso, ao comparar o desempenho de Petrolina com o do restante do estado, fica claro que, até o fim do período em que o Pacto pela Vida “ia bem”, os movimentos foram distintos, uma vez que Pernambuco apresentou uma queda constante, como é possível verificar no gráfico abaixo. Nesse período, houve dois anos em que, enquanto o índice caía no estado, ele crescia em Petrolina, em 2011 e em 2013. Esse detalhe sugere que não existiu uma relação diretamente proporcional entre os números do Pacto e os alcançados na cidade do Sertão.

O gráfico mostra que a redução da taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) teve uma queda expressiva nos dois primeiros anos da gestão Lóssio. Caiu de 48,05 (2008) para 30,60 (2009) e depois para 26,59 (2010) a cada 100 mil habitantes. Porém, a taxa oscilou ano a ano até 2013, último ano em que o Pacto pela Vida foi bem.

Desemprego no Brasil cresceu quando Armando era ministro, mas não foi o maior da história
Paulo Câmara - PSB
Desemprego no Brasil cresceu quando Armando era ministro, mas não foi o maior da história

Candidato do PTB comandou a pasta da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, entre janeiro de 2015 e maio de 2016, durante o governo de Dilma Rousseff

Danielle Portela erra ao falar sobre piso dos professores de Pernambuco
Danielle Portela - PSOL
Danielle Portela erra ao falar sobre piso dos professores de Pernambuco

A candidata do PSOL criticou o governo por não pagar o valor mínimo previsto de R$ 2.455,35 a todos os professores do estado, mas não levou em conta a questão contratual

Armando usa dado correto ao falar do cenário fiscal de Pernambuco
Armando Monteiro - PTB
Armando usa dado correto ao falar do cenário fiscal de Pernambuco

O estado deixou R$ 1,5 bilhão de restos a pagar em 2017, 23,5% a mais que em 2016

PE Candidatos - Pernambuco