Luiz Marinho usa dado falso sobre indicadores da violência em SP

Candidato disse que só o índice de homicídios diminuiu, mas houve redução de outras taxas no governo Alckmin

Segurança Pública em São Paulo Segurança Pública Violência

Anna Beatriz Anjos
2 minutos

“Todos os indicadores [de criminalidade de São Paulo] pioraram – o de homicídios diminuiu.” – Luiz Marinho (PT), em entrevista ao portal iG.

O candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, condenou a política de segurança pública da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). O ex-governador comandou o estado até abril, quando deixou o posto para concorrer à Presidência da República. Segundo Marinho, todos os indicadores de criminalidade de São Paulo, exceto o de homicídios, pioraram. O Truco nos Estados – projeto de fact-checking da Agência Pública, que analisa a disputa eleitoral para governador em São Paulo e em outras seis unidades da Federação – analisou os dados da Secretaria de Segurança Pública paulista e concluiu que a frase é falsa.

Consultada, a assessoria de imprensa do candidato não informou a fonte da declaração. Números do Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública, no entanto, indicam que houve queda em todos índices, exceto o de roubos.

Alckmin foi eleito governador em 2010 e reeleito em 2014. Portanto, foram considerados os dados relativos ao intervalo de tempo que vai de 2011, ano em que assumiu, a 2017, que traz as estatísticas mais recentes. Dos quatro principais delitos sobre os quais a pasta divulga taxas, apenas os roubos aumentaram – em 2011, foram 566,44 ocorrências por 100 mil habitantes, contra 695,83 por 100 mil registradas em 2017.

Os outros três índices – homicídio doloso, furto e furto e roubo de veículos – sofreram diminuições, embora tenham ocorrido oscilações durante o período analisado. No início do governo de Alckmin eles eram, respectivamente, de 10,8 por 100 mil, 1.301,45 por 100 mil e 443,27 por 100 mil habitantes; já no último ano que completou no cargo, atingiram a casa dos 7,54 por 100 mil, 1.180,52 por 100 mil e 395,09 por 100 mil.

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