Luiz Marinho erra dado sobre Delegacia de Defesa da Mulher
Reprodução/Google
PT - Luiz Marinho

Luiz Marinho erra dado sobre Delegacia de Defesa da Mulher

Candidato afirmou que no estado não há atendimento ininterrupto, mas uma das unidades funciona 24 horas

Mulheres Polícia Violência contra a mulher

Anna Beatriz Anjos
3 minutos

“Tem alguma delegacia da mulher em São Paulo que funciona 24 horas? A resposta é não” – Luiz Marinho (PT), em vídeo postado no perfil de Facebook de Manuela D’Ávila (PCdoB).

Em vídeo publicado pela deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) em sua conta no Facebook, o candidato ao governo de São Paulo Luiz Marinho (PT) criticou as promessas  do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que agora concorre à Presidência, para promoção dos direitos das mulheres. Segundo o petista, não há sequer uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) no estado que preste atendimento 24 horas. O Truco nos Estados – projeto de fact-checking da Agência Pública – constatou que essa informação é falsa, já que na capital há uma unidade com funcionamento ininterrupto.

Existem hoje no estado 133 Delegacias de Defesa da Mulher, número equivalente a 36% do total em todo o país. A primeira delas, batizada de 1ª DDM e pioneira no Brasil, foi criada em agosto de 1985 na Sé, região central do município de São Paulo, quando André Franco Montoro (PSDB) era governador e o atual presidente Michel Temer (MDB) dirigia a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Segundo a pasta, essas delegacias de fato costumam funcionar de segunda a sexta-feira apenas no horário comercial, das 9h às 19h.

Somente 31 anos após a inauguração da primeira Delegacia de Defesa da Mulher é que o estado ganhou uma unidade de atendimento 24 horas – a ONG Minha Sampa chegou a lançar uma petição online, assinada por quase 21 mil pessoas, em prol da expansão da assistência policial às mulheres vítimas de violência.

Em agosto de 2016, Alckmin publicou uma portaria ampliando o atendimento da 1ª DDM, que desde aquela data conta com plantão noturno e opera nos sete dias das semana. De acordo com a SSP, essa é a única delegacia com funcionamento contínuo, em um estado com população feminina de 23.339.605 pessoas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua existência contraria a afirmação de Marinho, cuja fonte não foi indicada pela assessoria de imprensa do candidato.

Feminicídios ocorrem mais durante a noite

O estudo “Raio X do feminicídio em SP: é possível evitar a morte”, lançado neste ano pelo Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, demonstra que mais da metade (56%) dos assassinatos de mulheres em decorrência do gênero, os chamados feminicídios, denunciados pelo MP de março de 2016 a março de 2017 ocorreram no período noturno, das 18h às 6h.

A pesquisa, baseada em 364 casos de feminicídio – consumados ou tentados – registrados em 212 comarcas do estado, apontou ainda que 66% das vítimas foram atacadas dentro de suas próprias casas e que, em 54% das ocorrências, a separação do casal foi o motivo do crime.

Após ser comunicada sobre o selo, a assessoria de imprensa do candidato não respondeu no prazo estabelecido.

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